O ELOGIO DA HUMILDADE! XXII DOMINGO COMUM- 1 de Setembro
Data: 31/08/2019

O ELOGIO DA HUMILDADE!
XXII DOMINGO COMUM- 1 de Setembro

As leituras deste domingo fazem uma critica serrada à pessoa orgulhosa e elogiam a pessoa simples e humilde. Jesus recomenda a humildade; denuncia a atitude daqueles que conduzem as suas vidas numa lógica de ambição, de luta pelo poder e pelo reconhecimento, de orgulho, de soberba, de presunção, de superioridade em relação aos outros…
Vejamos estas atitudes refletidas na duas histórias seguintes:
1ª)
«Duas mulheres, vieram à Igreja. Uma dela veio para preparar as suas bodas de prata de casamento; ela era “católica praticante”. Ela deixou a outra mulher , ao fundo da Igreja, despachou o Santíssimo com um sinal da Cruz aldrabado; entrou na sacristia, e, de pé, dizia assim: “Senhor Padre, vinha marcar uma Missa, para as minhas bodas de prata; tenho muito que dar graças a Deus, por não ser como algumas mulheres que casaram depois de mim e já se separaram! Graças a Deus, não sou como a outra mulher que nem aqui quis entrar: é uma descrente, uma “infeliz”, não ligue a essa “pobre desgraçada”. ....

2ª) A doença do orgulho farisaico, em tempos idos, afectava a classe mais piedosa da Igreja, mas ultimamente apegou-se sobretudo aos que andam mais distantes. De tal modo que a parábola de hoje, podia contar-se assim: «Dois homens saíram de casa. Um para a missa, outro para o Café. Este último, entre o fumo do tabaco e a euforia da poncha, sentenciava assim: Eu sou católico, pois assim fui criado. Mas não vou à Missa porque tenho mais que fazer. Além do mais, isso é para padres e beatas, que são do pior que eu conheço. Se quero rezar, faço-o em casa. Não sou como aqueles que andam p´ra lá sempre a correr e são piores do que eu...Tomou o seu café, ficou feliz, porque afinal ele até era melhor que os outros que estavam a ouvir o padre na Igreja. De olhar altivo, desceu para casa, condenando por Deus e os crentes. O outro, lá estava na Missa. Meditava em silêncio e dizia de si para Deus: Que vazia está a minha Vida. Mas sei, Senhor, que a queres preencher de alegria. Não Te sigo, quando julgo depressa de mais e não faço o bem que quero. Bem gostava de ter força para melhorar. Mas tu, ó Deus, bem me conheces. Sabes que sou fraco. Se faço qualquer coisa boa, é pela tua inspiração e pela tua força. Sem ti, estou mesmo perdido. Por isso estou aqui. Tu sabes da minha Vida. Dá-me a tua graça, sustenta-me no teu amor. Aumenta a minha pouca fé...

HINO À HUMILDADE Texto de São Valeriano
«A humildade é serena e atenciosa, é grata nas amizades e calma nas afrontas.
O humilde não se exalta com a prosperidade, nem se perturba com a adversidade;
O humilde não espera serviços nem os impõe;
por deferência, é o primeiro a saudar e o último a sentar-se;
O humilde não se deixa seduzir pelos aduladores, nem espera o favor dos aplausos;
evita o coro das aclamações, porque o louvor ofende a modéstia da boa consciência.
Não dá ouvidos a vozes aduladoras (os que dão graxa) aquele que se reconhece indigno desse louvor;
e tolera com dificuldade os louvores dos amigos aquele que os merece.
Todavia, se cai nalguma falta, o humilde espera que seus atos sejam notados e justamente censurados.
A humildade anda sempre acompanhada pela bondade.
Assim como não sabe ofender ninguém, também não se queixa das afrontas.
Nas discussões, o homem humilde tem mais satisfação em calar-se do que em vencer;
nos juízos, antes quer parecer ignorante do que ser tido como imprudente;
é moderado no falar e prudente no responder».


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