OSINAIS DE DEUS. CONVERVESÃO A DEUS QUE É AMOR.
Data: 23/03/2019

OSINAIS DE DEUS.
CONVERVESÃO A DEUS QUE É AMOR.
III Domingo da Quaresma

Thomas Halik diz:
"Deus hoje é um sem abrigo". Na verdade, fechamos as portas do nosso coração a Deus; encerramos o nosso tempo a Deus, trancamos as portas da nossa vida a Deus. Será assim? Deus não está na ponta do bisturi, nem sentado fisicamente ao nosso lado. Todavia, Ele continua a bater a nossa porta e descobrimo-Lo nos sinais. Eis uma simples história:
Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho todas as noites que, certa vez, o rico chefe da grande caravana de que fazia parte chamou-o à sua presença e perguntou-lhe:
- Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler?
O crente fiel respondeu:
- Grande senhor, conheço a existência do nosso Pai Celeste pelos seus sinais.
- Como assim? - indagou o chefe, admirado.
O servo humilde explicou:
- Quando o senhor recebe uma carta, como sabe quem é que a escreveu?
- Pela letra.
- Quando o senhor recebe uma jóia, como é que sabe quem é o autor dela?
- Pela marca do ourives.
O empregado sorriu e acrescentou:
- Quando ouve passos de animais ao redor da tenda, como é que sabe se são de um camelo ou de um cavalo?
- Pelas pegadas - respondeu o chefe, surpreso.
Então, o velho crente convidou-o a sair da tenda e, mostrando-lhe o céu, onde a lua brilhava, cercada por multidões de estrelas, exclamou, respeitoso: - Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não podem ser dos homens!
Nesse momento, o orgulhoso caravaneiro ajoelhou-se na areia e começou a orar.

Moral da história. Deus, mesmo sendo invisível aos nossos olhos, deixa-nos sinais em todos os lugares: na manhã que nasce calma, no dia que transcorre com o calor do sol ou na chuva que molha a relva e fertiliza a terra, no irmão que sofre, na criança que sorri, no casal que se ama, no idoso que enfrenta com esperança a vida. Ele deixa sinais quando alguém O acolhe no seu coração.

Nas leituras deste 3º Domingo da Quaresma, Deus revela-se a Moisés no episódio da Sarça ardente, Ele é o existente e está no substrato de todos os seres e é o motor dinamizador da libertação do Povo de Deus da escravidão do Egipto.
Na parábola da figueira, Jesus revela a verdadeira imagem de Deus: um Deus clemente e cheio de compaixão, que acredita sempre na conversão de cada pessoa, mesmo a mais pecadora. Deus dá sempre hipóteses, novas oportunidades. Não desiste da nossa felicidade.
A Quaresma é momento da redescoberta do Deus revelado em Jesus, que se mostra nos grandes acontecimentos ou nos pequenos detalhes da nossa da nossa vida. Abramos as portas da nossa alma, do nosso coração e da nossa inteligência aos sinais do Deus-Amor ! Acolhamos Deus e converter-nos-emos à Vida plena e comprometida.


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