Motivados e esperançados... V DOMINGO COMUM
Data: 09/02/2019

Motivados e esperançados...
V DOMINGO COMUM


"Andamos na faina toda a noite e não apanhamos nada"! Pedro desabafa a sua desilusão. A sua desistência. O cansaço. Um apego a um passado sem glória que leva Pedro a não esperar mais nada. É a desmotivação total! É a total paralisia da esperança! É isto que acontece quando homens e mulheres se deitam à vida por sua própria conta e risco. Fiados nas suas únicas possibilidades, os homens deixam facilmente de acreditar no futuro, desesperam, isto é, deixam de "esperar". Porque os resultados esperados não foram alcançados. Porque todas as tentativas ficaram goradas Quantas vezes não ficamos paralisados pela desconfiança, pelo medo de arriscar? Pela vontade de não querer ir mais longe? Porquê? Porque se apodera de nós esta amargura e esta desistência? Porque sempre assentamos os nossos projectos, confiados mais nas nossas capacidades, nos nossos cálculos, medidas e previsões, do que fiados à Palavra de Deus que nos chama, nos sustenta e nos envia. A Palavra de Deus deste domingo, convida-nos relançar as redes. Ou seja, relançar a confiança, a relançar a esperança. Acreditando em Deus, temos mais confiança em nós e enfrentaremos, com alento, a vida. Não fiquemos parados, nem paralizados nas nossas conquistas ou nas nossas derrotas.

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DIA MUNDIAL DO DOENTE
( Extractos da mensagem do Papa Francisco)

«Recebestes de graça, dai de graça» (Mt 10, 8). O cuidado dos doentes precisa de profissionalismo e ternura, de gestos gratuitos, imediatos e simples, como uma carícia, pelos quais fazemos sentir ao outro que nos é «querido»... A vida é dom de Deus.... E, precisamente porque é dom, a existência não pode ser considerada como mera possessão ou propriedade privada, sobretudo à vista das conquistas da medicina e da biotecnologia, que poderiam induzir o homem a ceder à tentação de manipular a «árvore da vida» . Contra a cultura do descarte e da indiferença, cumpre-me afirmar que se há de colocar o dom como paradigma capaz de desafiar o individualismo e a fragmentação social dos nossos dias. ... No dom, há o reflexo do amor de Deus.
.....Todo o homem é pobre, necessitado e indigente. Quando nascemos, para viver tivemos necessidade dos cuidados dos nossos pais; ....Temos necessidade uns dos outros ao longo da vida..... Não devemos ter medo de nos reconhecermos necessitados e incapazes de nos darmos tudo aquilo de que teríamos necessidade, porque não conseguimos, sozinhos e apenas com as nossas forças, vencer todos os limites. ....Exorto-vos a todos, nos vários níveis, a promover a cultura da gratuidade e do dom, indispensável para superar a cultura do lucro e do descarte. ..... Sabemos que a saúde é relacional, depende da interação com os outros e precisa de confiança, amizade e solidariedade; é um bem que só se pode gozar «plenamente», se for partilhado. A alegria do dom gratuito é o indicador de saúde do cristão.


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