FESTA DA EPIFANIA
Data: 05/01/2019

O QUARTO REI MAGO
A vinda de Jesus à terra manifestou curiosidade, moveu corações, mobilizou povos e reis. Epifania significa manifestação. Nos Magos, O Menino Deus manifesta-se a todos os que O queiram procurar. A caminhada dos Magos é um convite a buscar a irmos todos ao encontro do mistério de Deus e de nós mesmos! A tradição fixou três os reis que foram ao encontro de Jesus. Mas fixemos a nossa atenção nesta velha lenda russa do quarto Rei Mago.
O quarto rei levava como presente para a criança real três pedras preciosas. Era o mais jovem dos quatro. No caminho, ele, de repente, ouviu o soluço de uma criança. Viu na poeira do caminho um menino desamparado e sangrando em cinco feridas. Tão singularmente estranha era essa criança, tão meiga que o coração do jovem rei se encheu de misericórdia. Ele carregou-a e voltou, no seu cavalo, para a aldeia, que tinham acabado de deixar para trás. Lá, ninguém conhecia a criança. Procurou uma mãe adoptiva deu-lhe uma das pedras preciosas, para garantir o sustento da criança. Depois, continuou a jornada. A estrela mostrou-lhe o caminho. Atravessou uma cidade onde se deparou com um cortejo fúnebre. Um chefe de família tinha morrido. A Mãe e os filhos seriam vendidos como escravos. Para eles, ele deu a segunda pedra preciosa. Ao prosseguir sua viagem, não pôde mais encontrar a estrela. Foi atormentado por dúvidas a respeito de sua vocação: será que lhe fora infiel? Mas, de repente, a estrela voltou a brilhar. Ela conduziu-o por uma terra estrangeira, assolada por uma guerra. Num porto, ele chega na hora em que um pai é retirado de sua família, para pagar sua dívida como remador de uma galera. O rei oferece-se para ficar no seu lugar e trabalha longos anos como remador. A estrela surge agora na sua alma. "Essa luz interna envolve-o cada vez mais, e ele tem a profunda segurança de estar no caminho certos. Colegas escravos e os senhores sentiram o brilho singular desse homem. Ele é posto em liberdade. No sonho vê novamente a estrela e ouve uma voz: "Apressa-te! Apressa-te!". No meio da noite, ele levanta-se. Lá fora, a estrela brilha e o conduz aos portões de uma grande cidade. É arrastado pela multidão até uma colina onde se encontram três cruzes. Sobre a cruz do meio brilha a sua estrela. "Então, o seu olhar encontrou-se com o do homem dependurado na cruz. Esse olhar indicava que o crucificado devia ter sofrido todas as dores da terra. Mas também vê toda a misericórdia e um amor sem limites. A suas mãos, perpassadas por pregos, estavam retorcidas de dor. Mas essas mãos martirizadas irradiavam brilho. Como um relâmpago, o rei teve a intuição: aqui está o objectivo pelo qual peregrinei uma vida inteira. Esse é o rei dos homens e salvador do mundo pelo qual me consumi de anseio; que me encontrou em todas as situações penosas e graves". O rei ajoelhou-se diante da Cruz. Três gotas de sangue caíram nas suas mãos abertas. Eram mais cintilantes do que as três pedras preciosas. Quando Jesus morre com um grito, o rei também cai morto. Nele havia uma luz como de uma estrela cintilante.
O quarto rei levava como pre¬sente para a criança real três pedras precio¬sas. Era o mais jovem dos quatro. No caminho, ele, de repente, ouviu o soluço de uma crian¬ça. Viu na poeira do caminho um menino desampara¬do e sangrando em cinco feridas. Tão singu¬larmente estranha era essa criança, tão meiga que o coração do jovem rei se encheu de misericórdia. Ele carregou-a e voltou, no seu cavalo, para a aldeia, que tinham acabado de deixar para trás. Lá, ninguém conhecia a criança. Procurou uma mãe adoptiva deu-lhe uma das pedras preciosas, para garantir o sustento da criança. Depois, continuou a jornada. A estrela mostrou-lhe o caminho. Atravessou uma cidade onde se deparou com um cortejo fúnebre. Um chefe de família tinha morrido. A Mãe e os filhos seriam vendidos como escravos. Para eles, ele deu a segunda pedra preciosa. Ao prosseguir sua viagem, não pôde mais encon¬trar a estrela. Foi atormentado por dúvidas a respeito de sua vocação: será que lhe fora infiel? Mas, de repente, a estrela voltou a brilhar. Ela conduziu-o por uma terra estrangeira, assolada por uma guerra. Num porto, ele chega na hora em que um pai é retirado de sua família, para pagar sua dívida como remador de uma galera. O rei oferece-se para ficar no seu lugar e trabalha longos anos como remador. A estrela surge agora na sua alma. "Essa luz interna envolve-o cada vez mais, e ele tem a profunda segurança de estar no caminho certos. Colegas escravos e os senhores sen¬tiram o brilho singular desse homem. Ele é posto em liberdade. No sonho vê novamente a estrela e ouve uma voz: "Apressa-te! Apressa-te!". No meio da noite, ele levanta-se. Lá fora, a estrela brilha e o conduz aos portões de uma grande cidade. É arrastado pela multidão até uma colina onde se encontram três cruzes. Sobre a cruz do meio brilha a sua estrela. "Então, o seu olhar encon¬trou-se com o do homem dependurado na cruz. Esse olhar indicava que o crucificado devia ter sofrido todas as dores da terra. Mas também vê toda a misericórdia e um amor sem limites. A suas mãos, perpassadas por pregos, estavam retorcidas de dor. Mas essas mãos martirizadas irradia¬vam brilho. Como um relâmpago, o rei teve a intuição: aqui está o objectivo pelo qual peregrinei uma vida inteira. Esse é o rei dos homens e salvador do mundo pelo qual me consumi de anseio; que me encontrou em todas as situações penosas e graves". O rei ajoelhou-se diante da Cruz. Três gotas de sangue caíram nas suas mãos abertas. Eram mais cintilantes do que as três pedras preciosas. Quando Jesus morre com um grito, o rei também cai morto. Nele havia uma luz como de uma estrela ci


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