A FAMÍLIA: Lugar e ninho da vida e do amor. Festa da Sagrada Família
Data: 29/12/2018


A FAMÍLIA: Lugar e ninho da vida e do amor.
Festa da Sagrada Família


Na quadra natalícia, celebramos a festa da Sagrada Família. Ela é inspiração para as nossas famílias.
Proponho, abaixo, de maneira sucinta, as reflexões de Fabrice Hadjadi, no seu livro "Que es una família".


“Não existe família perfeita. Uma família perfeita seria uma anormalidade. Por isso, não é fácil a vida diária de nenhuma família. “A família é sempre o lugar onde nem tudo funciona bem, porque não é um lugar executivo, mas um espaço existencial. Como toda a aventura humana, é frequentada, sem cessar por conflitos, falhas, ofensas, que suscitam rancor e exigem perdão” (Fabrice Hadjadj, Qué es una família, 46). Não há por que estranhar as tensões na família, que é, por excelência, o lugar da diferença: em primeiro lugar, da diferença sexual entre o próprio casal, em que cada um é outro e de outro modo (Ib.,78). Esta diferença, por sua vez, é geradora de outra diferença: a diferença geracional, entre pais e filhos e avós. A família é, por isso, o lugar onde se tecem e articulam estas diferenças, que não podem nem devem ser abolidas, para fugir às tensões e dificuldades relacionais, mas assumidas, para reforçar os laços do amor conjugal, filial e fraternal.
A tentação, hoje, para resolver estas tensões e conflitos, é preferir a consulta no especialista à conversa em família; é substituir a mesa pela tablete eletrónica; é trocar o leito conjugal pelo divã do psiquiatra; é fugir da Confissão e expor-se inteirinho na televisão. Não faltará até quem sugira substituir a instituição “família” por um organizado club de encontros ou de afetos.


O Memso autor, Fabrice Hadjadj, propõe, a enunciar oito novas aventuranças da família, que nos poderão ajudar a reencontrar a felicidade e a o maor na família

• Bem-aventuradas as famílias que entendem a sua missão, como uma arte de hospitalidade.
• Bem-aventuradas as famílias que diariamente combatem o analfabetismo dos afetos!
• Bem-aventuradas as famílias que compreendem a importância do inútil.
• Bem-aventuradas as famílias que cultivam uma arte da lentidão.
• Bem-aventuradas as famílias que não deitam fora a caixa dos brinquedos.
• Bem-aventuradas as famílias que arriscam fazer um bom uso das crises.
• Bem-aventuradas as famílias que dizem de si mesmas: “somos um laboratório para a alegria”, «somos uma escola do sorriso», «somos um ateliê para a esperança», «somos uma fábrica para o abraço e para a dança
• Bem-aventuradas as famílias que vivem abertas às surpresas do futuro e põem a sua confiança em Deus.
• Bem-aventuradas as famílias em que as gerações se respeitam. Os mais novos não rotulam os mais velhos como tontos, produtos fora de prazo e sem validade e os mais velhos não dão como perdidos os mais novos.


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