A ALEGRIA da GENEROSIDADE… III DOMINGO DO ADVENTO
Data: 15/12/2018

A ALEGRIA da GENEROSIDADE…
III DOMINGO DO ADVENTO

Reflitamos nesta simples HISTÓRIA.
Um dia uma menina chegou à escola com dois rebuçados.
- Uhm! Que rebuçados tão bons! São todos para mim.
- Eu também já não tenho dentes para isso mas repara naquela tua colega. Está triste. Se eu tivesse rebuçados dava-lhe um, disse-lhe o mestre...
A miúda hesitou e a muito custo partilhou um doce com a colega. No final do dia o Padre perguntou-lhe: - Então, já comeste o rebuçado?
- Sim. Era booom...
- E o que é que sentes agora?
- Agora não sinto nada.
- Diz-me lá. Qual o rebuçado que agora te dá maior satisfação: o que comeste ou o que deste à tua colega? A miúda chegou à conclusão que o rebuçado que partilhara ainda lhe causava satisfação.
Este terceiro domingo do Advento é o Domingo da Alegria! A alegria da generosidade. Como consegui-lo? Qual o caminho?
Primeiro: a certeza de que Deus está connosco.: A constatação de que Deus nos ama e que reside no meio de nós com uma proposta de salvação e de felicidade para todos os que O acolhem não pode provocar senão uma imensa alegria no coração dos crentes. Segundo: o sentido da partilha e a solidariedade: Quem partilha vive na alegria de alegria! É o apelo de João Baptista, no Evangelho deste domingo. O pão que reparto é o que me dá melhor sabor. A felicidade que semeio é a que realmente permanece. E a alegria que partilho é a que realmente conta. É preciso ainda hoje fazer destes milagres, transformar pedras em pão, partilhar o pouco ou o muito que se tem. Os bens que temos à nossa disposição são sempre um dom de Deus e, portanto, pertencem a todos: ninguém tem o direito de se apropriar absolutamente deles em seu benefício exclusivo. As desigualdades chocantes, a indiferença que nos leva a fechar o coração aos gritos de quem vive abaixo do limiar da dignidade humana, o egoísmo que nos impede de partilhar com quem nada tem, são obstáculos que impedem o Senhor de nascer no meio de nós. A verdadeira alegria nasce da partilha e da solidariedade. O egoísmo é factor de tristeza.
Terceiro: o construir a paz e evitar toda a violência: “Não exerçais violência sobre ninguém”, pede-nos João Baptista. Há tantos actos de violência que tantas vezes atingem inocentes! E os actos gratuitos de terrorismo, ainda que sejam mascarados de luta pela libertação? E a exploração de quem trabalha? E a violência que existe no palavreado gratuito? E a violência nas relações familiares, nas ruas, nas empresas, nas escolas? E a violência exercida sobre os seres indefesos? Da verdadeira paz nasce a verdadeira alegria!
A generosidade, a partilha, a construção da paz, a abertura a Deus, são os verdadeiros caminhos para construirmos verdadeiros encontros e vivermos a alegria!


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