ESTE É O TEMPO! SEMPRE ALERTA! I DOMINGO DO ADVENTO
Data: 01/12/2018

ESTE É O TEMPO! SEMPRE ALERTA!
I DOMINGO DO ADVENTO


Iniciamos o tempo de preparação para o Natal. O Natal é a festa e o tempo de encontro, na família, na rua, na Igreja. O Presépio, que somos chamados a edificar, é um lugar de encontro. Este é o tempo favorável para o encontro.
Neste primeiro domingo, a liturgia é sino de alerta para usarmos bem o tempo. Os tempos não são iguais como dizia Shakespeare: “O tempo é muito lento para os que esperam / Muito rápido para os que têm medo / Muito longo para os que lamentam / Muito curto para os que festejam / Mas, para os que amam, o tempo é eterno”.
Reparemos nesta história : O carpinteiro perguntou ao aprendiz: «Sabes por que é que esta árvore é tão gigantesca e tão velha?» O aprendiz respondeu: «Não... Porquê?» Ao que o carpinteiro retor¬quiu: «Porque teve tempo! Porque tem as raízes bem fundas. Se ela tivesse as raízes à superfície, qualquer tempestade a faria derrubar. E também porque é inútil ...Se fosse útil, há muito que teria sido cortada e serrada para ser utilizada na produção de camas e de mesas. Como é inútil, deixaram-na crescer assim. É por isso que agora é tão grande, que é possível repousar na sua sombra» O valor da árvore consiste em ser apenas uma árvore e em ter a suas raízes bem fundas; foi por isso que ela pôde crescer livremente em direcção à luz - transformando-se numa árvore que convidava muita gente a descansar à sua sombra. Se enraizarmos a nossa vida em Deus, então a nossa vida será fértil. Como aquela árvore frondosa, Jesus vem até nós para tornar a nossa vida bela e feliz. Necessitamos de tempo para acolher, aprofundar e maturar. (Henri Nouven)
São dois os caminhos através dos quais procuramos fugir ao problema do fim irreparável do tempo: o primeiro consiste em afrontar o tempo com a ostentação do ter e do fazer. A minha vida só é útil se fizer algo. No oposto da ilusão de possuir o tempo útil, está a melancolia de quem percebe o seu desvanecimento como um facto que não se pode deter, contra o qual é inútil lutar, e que portanto é melhor afogar na evasão: o tempo e a vida é para curtir! E este seria o segundo caminho. Entre um e outro, entre a ilusão de possuir o tempo e o desespero do seu rarear, está uma atitude diferente: vigiar! Vigiar é estar acordado, estar desperto. Permanecer levantado.Vigiar implica prestar atenção, tornar-se perspicaz, estar desperto para compreender o que acontece, arguto para intuir a direcção dos acontecimentos, preparado para enfrentar a emergência. Vela a esposa que espera o marido, a mãe que espera o filho, a sentinela que perscruta no coração da noite. Vela a enfermeira junto ao doente, o monge durante a oração nocturna; velam os homens e mulheres que estão prontos a recolher os sinais de ajuda dos seus amigos em perigo; vela a comunidade cristã que é rápida na reacção ao cansaço que a afastam do amor inicial. Diz-nos o Evangelho: «Tende cuidado convosco, não suceda que os vossos corações se tornem pesados pela devassidão, pela embriaguez e as preocupações da Vida (...). Vigiai e Orai». ! Sempre de coração atento, este é o tempo para acolher o rosto da bondade e da ternura de Deus, que nasce no presépio da nossa vida!



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