FESTA DE CRISTO REI
Data: 24/11/2018

OS BRAÇOS ABERTOS DE JESUS
Hoje, festa de Cristo Rei, vamos meditar a seguinte história de um rei, muito especial. Diz assim: «Andava eu a pedir de porta em porta, pelos caminhos da aldeia, quando vi ao longe um carro de oiro onde vinha um rei. Fiquei maravilhado e não sabia quem era esse rei dos reis. Eu, que era pobre, fiquei cheio de esperança, a pensar que os meus dias maus tinham terminado. Fiquei ali à beira do caminho, à espera que ele, ao passar junto de mim, me desse uma grande esmola e me tornasse rico. O carro de oiro parou junto de mim. O rei desceu e olhou-me a sorrir. Em seguida, estendeu-me a sua mão direita como quem pede e disse-me: - Podes dar-me alguma coisa?
O rei a pedir esmola a um mendigo como eu! Fiquei assustado sem saber que fazer. Depois tirei do meu saco um grão de trigo e dei-lho... O rei desapareceu e eu continuei o meu caminho. Quando à noite cheguei a casa tive uma grande surpresa. Ao esvaziar o saco, encontrei um grão de oiro. Foi então que eu chorei amargamente, por não lhe ter dado tudo».
Este conto do escritor indiano Tagore ajuda-nos a compreender o nosso Cristo Rei.
- Ele, Cristo, não aparece vestido de túnica real... boas vestes, mas identifica-se com os pobres! Vem vestido de mendigo! De pobre, de despido...
- Não nos oferece riquezas deste mundo. Convida-nos a partilhar o que temos...
- Não nos domina com o seu braço poderoso. Estende a sua mão e levanta-nos da miséria. Abre o seus braços para nos acolher.
- Não se resguarda no seu palácio, mas vem ao nosso encontro na pessoa dos pobres!
- Não se senta no seu cadeirão de poder e de brocados de ouro. O Seu trono é a Cruz.
Os artistas representam Cristo-Rei, festa que hoje celebramos, de braços abertos. De coração aberto. Cristo morreu no trono da Cruz como o ser mais humilde da terra! Mas foi aí que expressou, em maior grau, a sua realeza, pois a cruz tornou-se o símbolo do amor, da doação, da entrega. Para Jesus, reinar é amar, é salvar! Jesus é o alfa e o ómega, o princípio e o fim da nossa vida! Ou seja, aquele que é o princípio e a finalidade da nossa existência. Jesus, o nosso rei, apresenta-se aos homens sem ambição de poder ou de riqueza, sem o apoio dos grupos de pressão que fazem os valores e a moda, sem qualquer compromisso com as multinacionais da exploração e do lucro, sem a fachada de gente que se julga muito importante. Diante dos homens, Jesus apresenta-se indefeso, armado apenas com a força do amor e da verdade. Este Rei reina a partir da cruz. Assim:
Onde alguém dá a sua vida sem nada em troca, aí há Reino de Deus.
Onde alguém escuta e segue a Deus até ao extremo, aí há Reino de Deus.
Onde alguém pronuncia palavras de perdão, de comunhão e de esperança, de confiança, aí há Reino de Deus.
Onde houver gestos de generosidade, de justiça, de paz e de amor, aí há Reino de Deus.



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