A QUALIDADE DA GENEROSIDADE! XXXII Domingo Comum
Data: 10/11/2018

A QUALIDADE DA GENEROSIDADE!
XXXII Domingo Comum

Ter como princípio básico de vida que “é melhor dar que receber” permite libertar-nos das ataduras do ego, sair da egolatria. Doar-se com disposição, sem arrepender-se, sem esperar alguma recompensa ou gratidão; o maior beneficiado acaba sendo quem se doou, assim como ocorre quando se perdoa alguém.
Eis um exemplo como amarrar-se ao ego, fechar-se em si mesmo torna a vida parada e até destruidora. Na Terra Santa existem dois lagos alimentados pelo mesmo rio, situados a poucos quilómetros de distância um do outro, mas com características surpreendentemente diferentes. Um é o Lago de Genesaré e o outro é o chamado Mar Morto. O primeiro é azul, cheio de vida e de contrastes, de calma e tempestade. As suas águas reflectem delicadamente as flores simples, amarelas e rosas, dos belos prados. O Mar Morto, por outro lado, é um lago salgado e denso, no qual não há vida, e a água que vem do rio Jordão fica estancada. O que torna os dois lados tão diferentes, se são alimentados pelo mesmo rio? É simples: o Lago de Genesaré transmite generosamente o que recebe. A sua água, ao chegar, parte imediatamente para remediar a seca dos campos, para saciar a sede das pessoas e dos animais: é uma "água altruísta". Já a água do Mar Morto fica parada, adormece, salitra, mata: é uma água egoísta, estancada, inútil.
Certo dia em que ia a descer a rua, a Madre Teresa de Calcutá aproximou-se de si um mendigo que lhe disse: «Madre Teresa, toda a gente lhe oferece presentes e eu também quero dar-lhe um presente. Hoje deram-me apenas vinte e nove cêntimos durante todo o dia e eu quero dar-lhos.» Fiquei a pensar um momento: se eu aceitar estes vinte e nove cêntimos (que não valem quase nada), ele corre o risco de não ter que comer esta noite; mas, se não os aceitar, ofendo-o. Então, estendi a mão e aceitei o dinheiro. E nunca vi, em rosto algum, tanta alegria como a que vi no rosto deste homem, que ficou felicíssimo por ter podido oferecer qualquer coisa à Madre Teresa! Para ele, que tinha mendigado o dia todo ao calor, aquela soma irrisória, que não serviria para quase nada, era um sacrifício enorme. Mas era uma coisa maravilhosa: aquelas moeditas a que ele estava a renunciar valiam uma fortuna, por serem dadas com tanto amor».
As Leituras da Missa deste domingo são um convite, à partilha, à doação, ao doar-se, à generosidade …. Na primeira leitura e no Evangelho temos o exemplo de uma mulher pobre e de uma viúva. Elas são capazes de partilhar tudo, mesmo o pouco que têm! A mulher de Sarepta ( 1ª leitura) tinha apenas uma quantidade mínima de farinha. Desafiada pelo profeta, doou tudo o que possuía; viu que o escasso, depois de partilhado, é multiplicado até ao infinito. Jesus aprecia e valoriza, no Evangelho, o gesto daquela pobre viúva que deita tudo na caixa das esmolas. Para Jesus, que olha o coração e não à quantidade, esta pobre viúva foi quem deu mais, pois doou tudo quanto possuía!
Eu sou uma "água" parada, estancada, egoísta? Ou sou uma "agua altruísta, generosa"? GENEROSIDADE É VIDA !



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