QUE FAZER COM OS OLHOS, AS MÃOS E OS PÉS?... XXVI Domingo Comum
Data: 29/09/2018

QUE FAZER COM OS OLHOS, AS MÃOS E OS PÉS?...
XXVI Domingo Comum

Para Jesus, a principal atitude, dentro do grupo dos seus seguidores, é libertar-se do egoísmo esquecer-se dos próprios interesses e pôr-se a servir, colaborando juntos no seu projeto de fazer um mundo mais humano. Não é fácil. Às vezes, em vez de ajudarmos outros irmãos podemos causar-lhes dano. No Evangelho, numa linguagem metafórica e dura, Jesus pede para "cortar os pés e as mãos e deitar fora o olho", quando estes são ocasião de escândalo. José Pagola dá-nos a seguinte interpretação do Evangelho deste Domingo:
A «mão» é símbolo da atividade e do trabalho. Jesus usa as mãos para abençoar, curar e tocar os excluídos. É mau usá-las para ferir, golpear, submeter ou humilhar. «Se a tua mão não faz o bem, corta-a» e renuncia a actuar contra o estilo de Jesus.
Também os «pés» podem causar dano se nos levam por caminhos contrários à paz, ao amor, ao serviço. Jesus caminha para estar perto dos mais necessitados e para procurar os que vivem perdidos. «Se o teu pé é para ti ocasião de queda, corta-o» e abandona caminhos errados, de guerra, de conflito, de destruição.
O meu coração e a minha língua fizeram um contrato: quando o meu coração estiver enfurecido, minha língua guardará silêncio. As palavras respondem aos sentimentos, e os sentimentos às ideias. Por isso, é impossível dominar as nossas palavras se não somos senhores dos nossos sentimentos; e estes sentimentos irão acalmando-se segundo a força de nossas ideias. A um coração que não se domina, os sentimentos primários andam à solta, responderão palavras violentas e ferinas; a um coração fechado em si, sucederão palavras e atitudes que depreciam os demais. Por conseguinte, calarei quando meu coração não estiver sossegado e em calma; não falarei, pois seguramente me arrependerei do que disser ou, pelo menos, do modo como o disser, ou do momento em que o disser.
Ouçamos mais esta pequena história:
O meu coração e a minha língua fizeram um contrato: quando o meu coração estiver enfurecido, minha língua guardará silêncio. As palavras respondem aos sentimentos, e os sentimentos às ideias. Por isso, é impossível dominar as nossas palavras se não somos senhores dos nossos sentimentos; e estes sentimentos irão acalmando-se segundo a força de nossas ideias. A um coração que não se domina, os sentimentos primários andam à solta, responderão palavras violentas e ferinas; a um coração fechado em si, sucederão palavras e atitudes que depreciam os demais. Por conseguinte, calarei quando meu coração não estiver sossegado e em calma; não falarei, pois seguramente me arrependerei do que disser ou, pelo menos, do modo como o disser, ou do momento em que o disser.
Só olharei para o outro com olhos de ver, quando coração estiver em paz; os meus pés levar-me-ão à construção da paz, se no meu interior houver paz; minhas mão farão o bem e construíram obras grandiosas se a minha alma for uma sala bem arejada, equilibrada, feliz..
Ofereçamos as nossas mãos benignas para acolher, abraçar e integrar; os nosso pés diante da terra sagrada do outro para o acompanhar, num ritmo salutar de proximidade; e um olhar respeitoso e cheio de compaixão, que ao mesmo tempo cure, liberte e anime a amadurecer na vida cristã” (cf. Evangelho da Alegria, 169)


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