JESUS - MESTRE E PROFETA DA VIDA XIV Domingo Comum
Data: 07/07/2018

JESUS - MESTRE E PROFETA DA VIDA
XIV Domingo Comum
No Evangelho deste Domingo, Jesus assume-Se como um profeta, isto é, alguém a quem Deus confiou uma missão e que testemunha no meio dos seus irmãos as propostas de Deus. O profeta é aquele que coloca os olhos em Deus e na realidade humana. Aquele que denuncia a injustiça, a maldade, o egoísmo e traça caminhos novos de paz, amor, de felicidade. Jesus! vai à sua terra e as coisas correram bem mal. Era conhecido, filho do carpinteiro, primo do amigo, parente do primo... enfim, afinal um homem como os outros, sem estudos, sem ascendência sacerdotal, vindo de uma família normalíssima… comentavam por ali! Como poderia esse Jesus fazer algo de extraordinário? Pensaram os conterrâneos, na sua provinciana e mesquinha visão. Jesus vê-se impotente! E não pôde fazer ali qualquer milagre. De facto, Deus não pode fazer nada, quando nós julgamos poder fazer tudo. Como disse Santo Agostinho “esse Deus que te criou, sem ti, não te salvará sem ti”. Por isso, a falta de fé daquela gente, a sua falta de adesão e de correspondência à Palavra, fechava todas as portas ao milagre. Mas Jesus, não se deixa vencer pelo fracasso. Perdendo em casa, sai pelos arredores, ensinando, sem desanimar nem desistir!
E lá vai Ele "operando milagres pelas suas mãos" ; impondo a mãos aos doentes. A sabedoria do seu coração e a força curadora das suas palavras e do coração restituía a vida a muitos e a muitas. Jesus não é um pensador, nem um demiurgo, nem um bruxo, nem um milagreiro, mas um sábio que comunica a sua experiência de Deus . Como os habitantes da terra de Jesus, hoje, olha-se com desdém para Jesus. Recusa-se a sua mensagem, põe-se de lado o Evangelho como Boa nova. Pensamos que sem Deus e sem Jesus, podemos superar os problemas da humanidade: a falta de confiança, os problemas do sentido profundo da vida, o desespero, da alegria de viver, as questões ecológicas, a saúde relacional, os valores da solidariedade e da justiça, da distribuição equilibrada da riqueza e dos bens...Nós cristãos, somos chamados a olhar para Jesus como discípulos que aprendem do seu mestre a arte de viver bem e bem fazer, bem amar, bem ser feliz..
EIS UMA HISTÓRIA para nossa meditação: Chegou o famoso profeta à praça da cidade. Coisas bonitas dizia. E todos corriam a escutá-lo. Um êxito e a praça cheia de gente... O tempo corria e o auditório começou a dispersar-se. Uns, rebeldes, não queriam ouvir. Outros, indiferentes, cansaram-se de escutar. O profeta dizia verdades incómodas, coisas que o povo não gostava de ouvir. Ficaram poucos, quase ninguém e os aplausos silenciaram-se! A certa altura ficou só, no meio da praça, o profeta. Mas continuava a pregar. Mesmo sem ninguém a ouvir. Um tendeiro lhe perguntou: «Profeta, porque insistes em pregar? Não te dás conta de como é inútil o teu grito? Para quem falas tu»? O profeta respondeu: «Preguei até agora na esperança de mudar os outros, ainda que fosse um pouquinho. Por isso devia gritar. Agora convenci-me de que tenho de pregar para impedir que os outros me mudem a mim»!



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