SABEDORIA
Data: 11/11/2017

XXXII Domingo Comum
A Verdadeira sabedoria

ALERTA OH ALMAS!

Numa panela cheia de água fria nadava uma pequena rã tranquilamente. Alguém acende o fogo e a água começa a aquecer lentamente. Pouco a pouco a água fria morna e a rã, achando isso agradável, continua a nadar... A temperatura da água começa a subir... A água está mais quente do que a rã gostaria: sente-se um pouco cansada, mas isso não lhe mete medo. Agora a água está muito quente e a rã começa a achar desagradável, mas já se sente muito debilitada. Não aguenta e não faz nada... A temperatura continua a subir, até que a rã acaba, simplesmente, por morrer cozida!
Muitas vezes amolecemos paulatinamente e morremos sem nos darmos conta. Morremos em lume brando! A «parábola das dez virgens» no Evangelho é um apelo forte à vigilância...



A VERDADEIRA SABEDORIA
Era uma vez, um guerreiro, famoso por sua invencibilidade na guerra. Era um homem extremamente cruel e, por isso, temido por todos. Quando ele se aproximava de uma aldeia, os moradores saíam correndo para as montanhas. Certo dia, alguém o viu aproximar-se com o seu exército de uma pequena aldeia onde viviam alguns agricultores, entre eles um velhinho muito sábio. Quando as pessoas escutaram a notícia da aproximação do guerreiro, trataram de juntar o que podiam e fugiram rapidamente para as montanhas. Só um velhinho ficou para trás. Ele já não podia fugir. O guerreiro entrou na aldeia e foi cruel, incendiando as casas e matando os animais soltos pelas ruas. Até que chegou à casa do velhinho, que, quando o viu, manteve-se calmo. Sem piedade, o guerreiro disse-lhe que seus dias haviam chegado ao fim, mas que lhe concederia um último desejo, antes de passá-lo pelo fio da espada. O velhinho pensou um pouco e pediu que o guerreiro fosse com ele até o bosque, e ali lhe cortasse um galho de uma árvore. O guerreiro achou aquilo uma tontaria. Mas, se era o último desejo do velhinho, havia de atendê-lo. E lá foi o guerreiro até o bosque, onde, com um golpe de sua espada, cortou um galho de uma árvore. - Muito bem - disse o velhinho. - O senhor cortou o galho da árvore. Agora, por favor coloque este galho na árvore outra vez. O guerreiro deu uma grande gargalhada e disse-lhe que ele devia estar louco. O velhinho então respondeu-lhe: "Louco é você, que pensa que tem poder só porque destrói as coisas e mata as pessoas que encontra pela frente. Quem só sabe destruir e matar não tem poder. Poder tem aquela pessoa que sabe juntar e unir, que faz reviver o que parece morto, que sabe dar a vida.
Quantas vezes nós somos agressivos e impacientes com os nossos amigos, colegas e familiares. Agimos de cabeça quente e damos respostas rudes, humilhamos os outros. Muitos acham que o poder está na posição que têm na empresa ou na família, na Igreja ou na política. Muitos julgam que o poder está na agressão, nos gritos, no medo, mas isso não é verdade. Quem pratica tais atos não é forte, mas covarde. A verdadeira força está no diálogo, no respeito, na convivência e, principalmente, no serviço., na sabedoria do amor! DIZ-NOS A 1ª LEITURA: "a verdadeira sabedoria está naqueles que amam..."


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